REPROGRAFIA I

REPROGRAFIA I

16 de janeiro de 2003 Artigos Reprografia 0

TEXTO 1
REPROGRAFIA I
PROF. DANIEL FLORES

REPROGRAFIA
REPRO  =>  reprodução
GRAFIA =>  escrita      O termo REPROGRAFIA surgiu nos anos 50, introduzida pelos Holandeses e logo depois adotada pelos alemães, ingleses e americanos.   A aceitação internacional do termo aconteceu quando da realização do I Congresso Internacional de Reprografia,  em 1963, na cidade de Colonia na Alemanha. 

     “REPROGRAFIA  é o conjunto dos processos de cópia ou microcópia feitos por energia radiante.”
Dicionário brasileiro de terminologia arquivístiva – CENADEM

     “REPROGRAFIA é o conjunto dos processos de reprodução que, em vez de recorrerem aos métodos  tradicionais de imprimir, recorrem às técnicas de fotocópias, eletrocópia, termocópia, microfilmagem, heliografia, xerografia, etc.”  Aurélio B. Holanda
SUPORTES
Paredes das cavernas   Blocos de argila
Peles de animais    Papiro
Papel      Filme fotográfico
Disco magnético    Disco ótico
PRODUÇÃO DE DOCUMENTOS 
Com a evolução das técnicas de impressão e publicação aumentou consideravelmente o volume de documentos que são produzidos. Nos Estados Unidos são produzidos 1 bilhão de documentos a cada dia útil.  
E a organização e o arquivamento de toda esta massa documental fica impossível se não reproduzirmos estes documentos de forma reduzida. Isto é conseguido com o auxilio da reprografia utilizando a microfilmagem e a digitalização destes documentos. 
NOVAS TECNOLOGIAS
-Quando inventaram o microfilme os técnicos previram a extinção dos arquivos com documentos em papel
-Quando inventaram o computador os técnicos previram o escritório sem papel e na verdade o que aconteceu foi um aumento em 600% no consumo de papel
– Quando inventaram o CD os técnicos previram a morte do microfilme mas o que está acontecendo é a integração destas tecnologias

Quando inventaram o cinema disseram que o teatro iria acabar.
Quando surgiu a TV o cinema iria acabar. As pessoas iam assistir os filmes em casa.
Hoje vemos o Grupo Disney Comprando a rede ABC para garantir a divulgação da sua produção assim como na Europa os filmes estão sendo produzidos em parceria com as emissoras de TV.
APLICAÇÕES

BANCOS – cheques, extratos, cadastro

CARTÓRIOS – registros de imóveis, escrituras, certidões de nascimento,casamento, óbito, etc.

UNIVERSIDADES – documentação acadêmica, contábil, pessoal

INDÚSTRIA –  desenhos técnicos,  plantas, doc.pessoal, doc.contábil

HOSPITAIS – prontuários, radiografias

MÍDIA – jornais, revistas, livros raros

PREVIDÊNCIA – guia de recolhimento, processos de aposentadoria, perícia médica para aposentadoria por invalidez

ORGÃOS DO GOVERNO –  tribunal de justiça do estado do RGSul, processos em andamento e julgados

SEGURADORAS – processos de seguro, laudos de sinistros, apólices

RECEITA FEDERAL – declarações

BIBLIOTECAS – CDs e micropublicações

CIA  ENERGIA ELÉTRICA – plantas da instalação elétrica dos prédios, registros de ocorrencias nas hidroelétricas

AERONAUTICA – manuais de manutenção 
 

VANTAGENS  OFERECIDAS PELA REPROGRAFIA 

1- SEGURANÇA, sempre é feita uma cópia da microforma de segurança. O Arquivo de Segurança normalmente fica em um prédio separado.

2- REDUÇÃO DE ESPAÇO é uma das maiores vantagens, chega a mais de 90%. Com isto é possível reduzir custos como aluguel, aquisição de arquivos de aço e estantes.

3- RAPIDEZ DE ACESSO tanto quando utilizamos microformas ou documentos digitalizados.

4- DISSEMINAÇÃO DAS INFORMAÇÕES, fica mais agil e barato remeter pelo correio microformas do que os documentos originais. Quando os documentos já estão digitalizados eles podem ser transmitidos via rede.

5- CÓPIAS é fácil a duplicação das microformas assim como a obtenção de cópias em papel dos fotogramas. Quando o documento está em um banco de dados é possível imprimi-lo com uma impressora a laser. Em alguns casos a cópia pode ficaraté mesmo melhor que o original.

6- RISCO DE INCÊNDIO fica reduzido pois as microformas são mais fáceis de acondicionar e custam mais para pegar fogo do que o papel. 

7- Fácil ATUALIZAÇÃO das informações.

8- INTEGRAÇÃO ENTRE AS DIVERSAS MÍDIAS, como o computador com a microfilmagem, computador e discos óticos, passagem de imagems das microformas para os discos óticos e vice-versa

9- DURABILIDADE as microformas podem durar séculos, no caso de apresentarem qualquer problema basta duplicar.

10- MAIOR PRODUTIVIDADE em função das boas condições de trabalho e da rapidez com que são localizadas as informações.

11- MANUSEIO é mais fácil, rápido e higienico.

12- DIGITALIZAÇÃO DE MICROFORMAS tem um custo reduzido em mais de 70%, a qualidade das imagens fica melhor por causa da luz “transmitida”.

13- REARQUIVAMENTO correto já que a jaqueta, rolo e o CD não permitem alterar a ordem.

14- ACESSO a documentação rara e única.

15- FALSIFICAÇÕES são dificeis de acontecer de pois que o documento foi reduzido.

DESVANTAGENS

1- CUSTO muito alto da maioria dos equpamentos.

2- COMPARAÇÃO de duas imagens se torna difícil

3- VALOR INTRINSECO do documento fica perdido pois não é possível perceber a pressão que a pessoa exerceu ao executar uma assinatura.

4- ORIGINAL ILEGÍVEL vai produzir uma cópia também ilegivel

FILMES 

Os filmes fotográficos tem como característica um grande poder de definição, estabilidade dimensional e são extremamente sensíveis ao manuseio pois riscam com facilidade.
BASE
Entende-se como base o suporte sobre o qual é distribuída a emulsão fotográfica. Os filmes prata normalmente possuem base de acetato ou triacetato de celulose.

Evolução => placa metálica, papel, vidro, nitrato de celoluse, acetato de celulose e poliester
Evita => que quebre, que estique, que deforme
Espessura => 0,125 mm  (a base) 

EMULSÃO FOTOGRÁFICA
É a camada sensível a luz, composta por diminutos cristais de halogenetos de prata suspensos em gelatina, onde ocorrerá a formação da imagem. A emulsão após ser exposta deve ser processada quimicamente.
 
A gelatina apresenta vantagens como: 
-Dilata-se quando entra em contato com as soluções químicas utilizadas no processamento permitindo que estes atinjam os sais de prata.
-Não se dissolve e nem distorse as imagens.
-Aumenta a sensibilidade dos sais de prata a luz.

Desvantagens:
-Risca com facilidade 
-Por suas características é facilmente atacada por insetos e microrganismos

60% gelatina e 40% de sais de prata 
Nitrato de prata + Brometo(mais usado) + Iodeto(adicionado e peq.qtd) 
1871 Madox usou pela primeira vez gelatina 
1873 Vogel usou pela primeira os corantes na emulsão

1) Nitrato + Brometo + Iodeto + Gelatina + CALOR
2) Amadurecimento por várias horas p/aumentar a sensibilidade
3) Esfria, corta, lava para tirar as impurezas
4) Aquecida novamente p/ficar mais sensível ainda
5) Adição dos corantes para corrigir a sensibilidade
6) É colocado sobre uma base de triacetato e depois cortado 
SUBSTRATO
É um adesivo transparente que liga a emulsão e a camada anti-halo  a base.

CAMADA ANTI-HALO
Tem por objetivo absorver a luz que passa através da emulsão evitando assim que esta seja refletida pela base formando uma falsa imagem quando passa novamente pela emulsão. Quando está localizada na parte inferior da base ou misturada à emulsão é dissolvida durante o processamento para não dificultar a visualização dos fotogramas.
CAMADA PROTETORA
É uma fina camada de gelatina colocada sobre a emulsão fotográfica com a finalidade de protege-la do atrito e de arranhões.
POLARIDADE
É uma característica dos filmes que permite a mudança ou a permanência de claro-escuro na imagem que pode ser mantida ou invertida na cópia. 
Polaridade invertida => negativo.  Mesma polaridade => eslaide.
DEFINIÇÃO 
Ou poder de resolução é a capacidade que os filmes possuem de reproduzir as imagens nos mínimos detalhes.
Existem alguns fatores que podem influenciar a definição:
-Focalização.   -Exposição   -Vibrações
-Qualidade das lentes e do material fotográfico.
DENSIDADE
O conceito de densidade se traduz como sendo uma medida igual ao inverso da transparência. Equivale a idéia de negritude, ou seja é a porcentagem de luz que passa através do filme negativo. Está diretamente relacionada com a exposição que o filme recebe.

Existem fatores que podem influenciar na densidade como:
-Tempo de exposição
-Tempo de revelação 
-Temperatura do revelador
-Filmes vencidos

CONTRASTE
É a relação entre as partes claras e escuras ou seja, é a relação entre as partes de alta e baixa densidade. Quanto maior a diferença maior o contraste.  É possível aumentar um pouco o contraste de um filme se durante o processamento efetuarmos uma agitação constante.
SENSIBILIDADE
É a velocidade com que os cristais de prata reagem com a luz. Está diretamente relacionada com o tamanho dos cristais de prata. 
Baixa até 50 ISO, para ampliações com muitos detalhes
Média de 50/160, para condições variadas de luz e estúdio
Alta de 160/800, para ambientes com pouca luz e congelar obj.em mov.
Ultra-Rápida 800/3200 pouquissima luz,mas apresenta forte granulação
DIN – Deutsche Industrie Norm
ASA – Americam Standards Association
ISO – International Standardization Organization
BITOLAS DOS MICROFILMES 
Padrões internacionais determinam as larguras, comprimentos e espessuras dos microfilmes. A maioria das microformas é gerada em rolos embora seja possível produzir microfichas e cartões-janela diretamente a partir dos originais em microfilmes especiais.
As larguras dos microfilmes são as seguintes:8,16,35,70,105 e 82,5mm
Na microfilmagem convencional utilizaremos mais os microfilmes de 16 e 35 mm e no sistema C.O.M. normalmente são microfilmes de 105mm ou de 16mm. O comprimento dos filmes é de 30,5m.

 

 

Deixe uma resposta

Pular para a barra de ferramentas