O arquivista e a Arquivologia

O arquivista e a Arquivologia

21 de janeiro de 2012 Destaque Notícias 0

O arquivista e a Arquivologia
Foto: Reprodução/JA

20 de outubro é o Dia do Arquivista

Tão pouco ou quase nada se fala sobre a Arquivologia. Sua criação, como disciplina, a partir da segunda metade do século 19, foi revolucionada como concepção teórica após a Segunda Guerra Mundial, quando se inicia uma expansão inédita da produção documental.

A História revela que o homem, desde a antiguidade, compreendeu a importância dos arquivos. Recentes escavações arqueológicas descobriram a existência de arquivos reais, religiosos, econômicos e privados que refletem, hoje, as atividades desenvolvidas principalmente, pelos egípcios, gregos e romanos, que possuíam arquivos bem estruturados. Milhares de papiros descobertos alcançaram a nossa época. Em Atenas, os magistrados tinham seus próprios arquivos instalados na sede da magistratura, o “Archeion”, palavra que deu origem, em quase todas as línguas, aos arquivos.

No Brasil, a criação do Arquivo Nacional, em 1838, resulta na ampliação da arquivística e na formação de arquivistas – historiadores, especializados na administração dos documentos como testemunho histórico. Mas, só em 1980, se inicia sua modernização gradativa, incluindo em seu modelo de arquivo histórico tradicional, os arquivos corrente e intermediário da administração federal.

A partir de transformações de ordem conceitual e prática, a Arquivologia ou Arquivística passa a ser conceituada como o conjunto e técnicas adotadas na produção, na organização e no uso dos arquivos, e seu profissional, o arquivista, passa a tomar não só a missão de arquivar documentos, como nos mostra a História.

O Arquivista tem a missão de conservar os documentos permitindo o agrupamento significativo das diferentes características próprias de cada época e diferentes governos relativos à proteção dos direitos, colaborando no desenvolvimento de funções relativas à administração, assim como na participação na vida científica e cultural da sociedade, a partir do resgate da memória e do acesso da informação.

Em 2006, Zeny Duarte, já evidenciava que o objeto da Arquivologia não é apenas o arquivo nem tão pouco os documentos, mas sim a informação social estruturada e dinamizada de forma sistemática, visando à universalização científica do conhecimento arquivístico, conhecimento esse que cresce e abre um leque nos cursos universitários de Arquivologia no País.

O arquivista sempre foi reconhecido pela sua colaboração no trabalho de investigação histórica, mas a proliferação dos documentos o levou a aplicar a sua competência e desenvolver novas capacidades no contexto de gestor da informação.

Atualmente, a presença do Arquivista é de grande relevância para o desenvolvimento administrativo, socioeconômico das instituições, sobretudo, da máquina administrativa do Estado. Ele satisfaz necessidades informativas, fazendo com que a administração exerça suas funções com rapidez, economia, eficiência e eficácia, salvaguardando direitos e deveres das pessoas, contidas nos documentos. Igualmente, sua função de tornar possíveis a pesquisa e a difusão cultural é de enorme importância à sociedade.

Diante da corrida incessante da tecnologia, o arquivista, hoje, também está direcionado à promoção de um novo olhar sobre sua profissão, integrando-se com profissionais de outras áreas como a Administração, História, Direito, Língua Portuguesa e outras. Considerando-se que estamos numa nova era: a era da Ciência da Informação; cabe ressaltar que o profissional da arquivologia não mais destina-se somente a guardar papéis, como antigamente. Hoje ele faz parte de um processo de modernização do mundo, coexistindo com o funcionamento da máquina administrativa pública e privada.

Amanhã, 20 de outubro, é o Dia do Arquivista. Parabéns a todos os profissionais dessa área que renasce da História para reafirmar sua importância.

Fonte: Gicelda de Ávila Farias* (http://www.jornalagora.com.br)

 

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